Pezão supera tumor, desconfiança e troca de time com nocaute avassalador no UFC 156

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Direto de Las Vegas

Escada, bucha de canhão, boi de piranha, pedágio… São vários os termos que podam definir a situação em que Antonio Pezão entrou para o UFC 156. Apontado como amplo azarão, por fãs de MMA e casas de aposta, o brasileiro fez uma luta taticamente perfeita e conseguiu um nocaute avassalador sobre Alistair Overeem na noite do último sábado.

O holandês, com toda sua marra, precisava vencê-lo para chegar a disputa de cinturão dos pesados contra Cain Velasquez. Passou a semana inteira falando que o brasileiro era apenas mais um para ele conquistar o título. Mas não foi bem assim. Muito confiante no começo da luta, acabou nocauteado no terceiro round e nem apareceu para dar entrevistas.

“O cara me desrespeitou o tempo todo. Eu disse que ia fazê-lo me respeitar depois da luta. Foi o que aconteceu. Depois do nocaute, ele até ficou meu amigo”, brincou o paraibano que, agora, pode até mesmo ficar com o title shot em uma revanche contra Cain, de quem perdeu no ano passado.

Contando com vitórias históricas em seu currículo – já tinha chocado o mundo ao nocautear a lenda Fedor Emelianenko no Strikeforce – Pezão passou por muita dificuldades, mas não apenas dentro dos ringues. Como o amigo Maurício Dehò contou, o lutador superou um tumor no cérebro que lhe causou gigantismo, problema que superou após uma cirurgia.

“Quando você se senta numa cadeira de rodas e não sabe se vai voltar, passa um filme na sua cabeça. Você se arrepende de muitas coisas, promete outras. Mas voltei disso como outra pessoa, melhor”, contou Pezão em reportagem publicada no UOL Esporte.

Dentro do octógono, também não foi fácil. A desconfiança em torno dele se deveu, principalmente, por derrotas em lutas cruciais, como para Fabrício Werdum e Daniel Comier, quando era apontado como favorito. Mas o próprio disse que se sente melhor quando é o azarão no combate.

Já para esse combate contra Alistair Overeem, a história dos dois se cruzou por quase dois anos, culminando com a tensão da semana passada. Era para eles terem se enfrentado na semifinal do GP do pesados do Strikeforce, mas o holandês abandonou o evento dando lugar para Comier. Desde então, o brasileiro esperava por esse combate.

Depois, Overeem foi para a equipe Blackzillians, na Flórida, onde Pezão treinava. O paraibano não pensou duas vezes antes de abandonar o time e voltar para sua equipe de origem, a Team Nogueira, de Rodrigo Minotauro. “A Blackzillians não tem amor pelo esporte, é apenas negócio. Eu voltei para onde tenho amigos, onde realmente me sinto em casa. Foi a melhor decisão que tomei.”

Agora, Antonio Pezão deve voltar para a condição de azarão e, mais uma vez terá de superar as desconfianças. Mas valendo o cinturão do maior evento do mundo, motivação não vai faltar.

 

 

Fonte: http://nagradedomma.blogosfera.uol.com.br/2013/02/04/pezao-supera-tumor-desconfianca-e-troca-de-time-com-nocaute-avassalador-no-ufc-156/


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