Wanderlei retorna à terra do Pride pressionado a vencer para seguir no UFC

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“Cachorro Louco”, “Machado Assassino”. Foram com estes nada delicados apelidos que Wanderlei Silva ficou conhecido no mundo do vale-tudo, principalmente quando se leva em conta o período de 1999 a 2006, em que se tornou uma das maiores estrelas do Pride. Depois de ser um verdadeiro herói no Japão, o ex-campeão retorna neste sábado para seu palco mais famoso, só que desta vez pressionado a fazer uma boa apresentação para que possa seguir carreira dentro do octógono, aos 36 anos.

Na noite deste sábado, em Saitama, Wanderlei Silva encara Brian Stann na luta principal do UFC on Fuel TV 8. O detalhe é que ambos os lutadores vêm de derrota e subiram de peso, do médio (até 84 kg) para o meio-pesado (até 93 kg). A obrigação de vencer afeta os dois rivais, mas a idade e o fato de ter apenas três vitórias nas suas últimas dez lutas fazem a pressão afetar mais o veterano paranaense.

O chefão Dana White considera Wanderlei como um futuro integrante do Hall da Fama do UFC. No entanto, já falou muito sobre uma aposentadoria de Wanderlei, e deixa claro que nesta fase da carreira prefere preservar os ídolos do passado a deixar que eles sigam sendo derrotados no octógono.

O principal revés neste sentido veio no revés contra Chris Leben em 2011, quando o brasileiro foi nocauteado em 27 segundos. Ele se recuperou ao nocautear Cung Le e voltou a perder em 2012, numa boa luta com Rich Franklin no UFC 147, em Belo Horizonte.

“Eu luto pra frente, eu me entrego, busco o nocaute o tempo todo e todo mundo gosta disso. Estou provando, mais do que nunca, que luto porque amo isso, porque é minha vida e tenho muita lenha pra queimar”, disse o lutador, ao Na Grade do MMA, descartando planos de parar, mesmo que os dirigentes do Ultimate possam tomar esta decisão por ele.

Wanderlei fez suas principais lutas no japonês Pride. Ele foi campeão dos pesos médios e derrotou uma longa lista de rivais de renome: Dan Henderson, Kazushi Sakuraba (três vezes) e o arquirrival Quinton “Rampage” Jackson. Isso deu status de astro entre os torcedores japoneses, algo que se conserva até hoje. “Eu sabia que um dia teria a oportunidade de lutar aqui de novo. Estou tão feliz por estar na luta principal contra um bom oponente e em uma boa arena… Estou feliz por este momento na minha carreira”, comentou ele, ao site do UFC.

O combate ainda marca um retorno de Wanderlei a enfrentar rivais mais jovens, depois de encarar os também veteranos Le e Franklin. Stann esteve perto de uma chance de cinturão nos médios, mas as derrotas para Chael Sonnen, em 2011, e Michael Bisping, no ano seguinte, o tiraram da fila. O norte-americano, um ex-militar, tem cartel de 12 vitórias e cinco derrotas.

“Ele tem uma estilo como o meu. Ele não corre no pctógono, e é este tipo de cara que gosto de enfrentar. Não gosto de correr. Ele é o oponente perfeito para este momento”, analisou o “Machado Assassino”.

 

Fonte: http://esporte.uol.com.br/mma/ultimas-noticias/2013/03/02/heroi-no-japao-wanderlei-retorna-a-terra-do-pride-pressionado-a-vencer-para-seguir-no-ufc.htm


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